Quando falamos de estratégia, muita gente pensa em planilhas, metas e relatórios. Mas a verdade é simples: estratégia é feita com coragem de ousar.
A melhor estratégia quase sempre provoca aquele pensamento:
“Como eu não pensei nisso antes?”
E a resposta, na maioria das vezes, é o medo.
– Medo de errar.
– Medo do julgamento.
– Medo de parecer incoerente.
O medo trava. Ele transforma ideias inovadoras em projetos abandonados. Mas quando a marca decide ousar, percebe que é justamente ali — naquilo que parecia arriscado — que mora a chance de criar algo memorável.
O case Burger King: ousadia como estratégia
Um dos melhores exemplos recentes vem do Burger King.
Eles poderiam patrocinar qualquer grande clube. Mas escolheram patrocinar o Stevenage, um time da 4ª divisão inglesa conhecido como “o pior time do mundo”.
À primeira vista, parecia uma escolha sem lógica:
- Pouca torcida,
- Zero transmissão,
- Nenhuma relevância midiática.
Mas o Burger King não queria estar na TV.
Eles queriam estar onde seu público realmente estava: nos videogames.
No FIFA, o logo da rede apareceu estampado no uniforme do Stevenage. E como o time era o pior do jogo, muitos gamers o escolhiam pelo desafio. Para potencializar, a marca lançou uma ação: quem compartilhasse gols com o Stevenage nas redes sociais ganhava lanches grátis.
Os resultados foram explosivos:
- Mais de 25 mil gols compartilhados online;
- O Stevenage virou o time mais escolhido no modo carreira;
- As camisas do clube esgotaram pela primeira vez na história.
Uma campanha ousada, interativa e brilhante, que custou pouco e transformou o Burger King em assunto central no universo gamer.
A lição para marcas que querem crescer
Ousadia não é sobre fazer barulho sem sentido.
É sobre enxergar onde ninguém mais vê oportunidade.
- Enquanto alguns pensam apenas em métricas de curto prazo, os ousados criam histórias que ficam.
- Enquanto a maioria busca segurança, os ousados conquistam relevância.
E é aqui que mora a verdadeira estratégia: não no óbvio, mas no corajoso.
Conclusão
Estratégia sem ousadia é só burocracia.
As marcas que transformam mercados são aquelas que escolhem arriscar, provocar e desafiar o senso comum.
Porque no fim das contas, a coerência do branding não está em ser previsível, está em ser memorável.