O branding sempre bebe da cultura. E se existe um fenômeno recente que ilustra isso, é a corrida de rua.
Segundo a maior pesquisa já realizada sobre o tema no Brasil, promovida pela Olympikus, mais de 13 milhões de brasileiros declaram correr pelo menos uma vez por semana.
Não estamos falando apenas de exercício físico. A corrida se transformou em um movimento social.
Por que a corrida virou um movimento?
O que antes era treino solitário, hoje é estilo de vida.
- Redes sociais e influenciadores transformaram quilômetros em conteúdo.
- Postar medalha ou tempo no aplicativo virou símbolo de status social.
- Mais do que saúde, correr significa pertencer a uma comunidade.
Estamos cansados de dopamina rápida, feeds infinitos e estímulos vazios. A corrida aparece como antídoto: disciplina, foco, presença.
E cada passo comunica uma mensagem:
“Eu faço parte do grupo que vive com mais propósito.”
Esse é o ponto-chave: movimentos não vendem apenas o que você faz, mas quem você se torna ao fazer.
A lição para as marcas
Sua marca precisa ser a “corrida de rua” do seu mercado.
Pessoas não querem só comprar produtos. Elas querem se reconhecer em uma causa, vestir um estilo de vida e pertencer a uma comunidade.
As marcas que entendem isso deixam de disputar preço e passam a disputar significado.
4 movimentos que sua marca pode começar agora
- Mergulhe no seu público: Propósito sem pesquisa é devaneio. Descubra dores, sonhos e ansiedades do seu cliente.
- Venda transformação, não transação: Produto é o meio. O fim é status, confiança, pertencimento. É isso que conecta.
- Crie comunidade: Pessoas não seguem marcas. Elas seguem movimentos. Torne-se um.
- Seja ritual, não só consumo: Correr envolve treino, prova e medalha. Qual o ritual que sua marca pode criar na vida do cliente?
A corrida de rua ensina: o que diferencia movimentos de produtos é a identidade que eles entregam.
Se a sua marca ainda insiste em vender apenas o “quê”, vai continuar sendo mais uma no mercado.
O desafio, e a oportunidade, está em vender o “porquê”: propósito, transformação e pertencimento.
A questão é simples: qual movimento a sua marca está criando hoje?